Agora Cronico Eu

Se não usares máscara na via pública, estás sujeito a ler menos. A não ser que….

Bem, parece que já foi aprovada a obrigatoriedade do uso de máscara na via pública. A partir de agora, senhoras e senhores, quem desrespeitar a ordem pode ser multado num valor entre os 100€ e os 500€. Como sempre, desde o início da pandemia, as regras são muito simples e claras, mas para ter a certeza absoluta de como proceder correctamente, porque 100€ em multas é muita leitura desperdiçada, consultei um artigo do Expresso sobre o assunto.

Resumo-vos aqui tudo o que têm de saber para agirem em conformidade com a obrigatoriedade do uso de máscara na via pública:

  • a medida vai estar em vigor pouco mais de dois meses, ou seja, a tempo de fazermos as correrias das compras de Natal sem empecilhos na cara;
  • as forças de segurança pública estarão responsáveis pela fiscalização da nova regra e aplicarão as devidas cóimas a quem circular na rua sem máscara, a não ser que:
    • sejamos crianças com menos de 10 anos,
    • cumpramos distância de segurança recomendada e estejamos acompanhados do pessoas do mesmo agregado familiar (ou seja, podemos ir passear sem máscara com aquela prima que veio de férias de França),
    • pessoas doentes, desde que tragam consigo um atestado médico (que ao que parece,  juntamente com o salvo-conduto, vem substituir o cartão de cidadão),
    • as doenças abrangem várias condições: deficiência cognitiva ou qualquer condição clínica, incluindo a incapacidade multiusos, que pode pressupor também a incapacidade de solicitar o próprio atestado médico,
    • estão também dispensadas desta obrigatoriedade quaisquer pessoas que estejam a realizar actividades incompatíveis com o uso de máscara – apesar deste ponto não estar firmado no diploma que foi aprovado
  • apesar do diploma já ter sido aprovada, ainda não é certo quando é que a medida entrará em em vigor, o Covid vai aguardar chegar à via pública até que Marcelo Rebelo de Sousa promulgar a proposta de lei.

De resto, como adianta o Expresso, “as restantes pessoas sim” são obrigadas a usar máscara, Mas apenas máscara, não viseira, com prejuízo de serem confundidas com a polícia de intervenção.

Depois disto, resta-me uma dúvida, ou o Expresso anda a perder a sua qualidade jornalística e não se inteirou do diploma por completo, ou o governo ainda vai acrescentar pessoas com mais de 65 anos e animais de estimação a esta lista de excepções à regra obrigatória.

Parece-me que, depois de tudo isto, e para quem puder, o melhor mesmo é ficar em casa e fazer todas as suas tarefas online. Já deu para perceber que não vai ser nada fácil corresponder a todas as alterações ao nosso quotidiano que esta obrigatoriedade nos impõe, já para não falar da violação do direito à liberdade do cidadão que levou líderes de bancada a votar contra a medida no parlamento.

 

Mas ficar em casa também pressupõe regras e, para nos ajudar a entender melhor a forma como esta pandemia e o confinamento nos obrigou a parar e a olhar mais e melhor para nós, enquanto indivíduo e/ou enquanto ser na conjugalidade, a escritora Djaimilia Pereira de Almeida e o fotógrafo Humberto Brito partilharam, num registo muito pessoal, a sua experiência enquanto casal, num género de diário com anotações fotográficas, ficções, ensaios e crónicas a que chamaram “Regras de isolamento”. O livro foi lançado em Setembro pea Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Se tiverem interessados em comprar o livro e apoiar o meu projecto, podem usar o meu link de afiliado da Wook.

Podem consultar o artigo do Expresso dia 23 aqui.

Podes consultar mais crónicas no link do projecto #agoracronicoeu

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