Agora Cronico Eu

Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro…. sobre Auschwitz!

Hoje, decidi acabar com as brincadeiras e usar este espaço para falar sobre coisas sérias. Acho que está na hora de parar pensar num dos maiores flagelos da história da nossa humanidade. Não, ainda não é desta que vos vou contar a noite de copos que passei com a Maria Leal, porque também não vos quero deprimir a esse ponto.

O flagelo sobre o qual vos quero chamar a atenção é Auschwitz. É tempo de pararmos de nos olhar como “coitadinhos, que vamos todos ser infectados com o vírus”, ignorando os milhões de pessoas que já sofreram e ainda sofrem com a quantidade de literatura sobre Auschwitz que por aí anda.

Como tenho poucos projectos em mãos, #lerkarlove é só um texto por dia, já ninguém consegue ouvir a expressão silly season, e o #lerosnossos d’ A Mulher que Ama Livros só começa em novembro – e eu não gosto de chegar adiantada aos eventos, decidi reunir uma lista de leitura Auschwitz, para que vocês não tivessem de perder uma hora na wook, como eu perdi, à procura de todos os livros que continham o nome do campo de concentração que mais parece ter-se tornado um campo de férias. E ainda resolvi dividi-los por categorias, para ser mais fácil encontrar os títulos que mais se adequam aos vossos gostos. Sim, porque percebi que isto é um género de colecção Anita, há Auschwitz para todos os gostos.

Começamos pelas mais reconhecidas, as profissões:

  • O tatuador de
  • O carteiro de
  • O fotógrafo de
  • O farmacêutico de

 

A nível de cultura e entretenimento temos:

  • O mágico de
  • A bailarina de
  • O violino de
  • A bibliotecária de
  • A bibliotecária de (em versão aumentada)
  • A bibliotecária de (edição especial)
  • Sonata em
  • Requiem por
  • Canções de embalar de

 

Também temos a vertente jornalística, que isto não é só brincadeira, também temos factos:

  • As memórias da bibliotecária – que deve ser a mesma bibliotecária que tem a versão normal, a especial e a aumentada.
  • Escrever depois de
  • A casa alemã
  • Assim foi
  • Para que nunca se esqueça

 

Temos a categoria “enquanto há vida há esperança”

  • Encontrar o amor em
  • Um dia de cada vez em
  • Sobreviveu a
  • A fuga de
  • O voluntário de
  • Regresso de
  • O sabotador de
  • Antes de

 

Mas infelizmente também temos a categoria “espera lá que isto afinal pode não correr bem”:

  • Os crematórios de
  • Os que desapareceram em
  • O silèncio de deus
  • As cartas perdidas – parece que o carteiro era um bocado incompetente

 

A nível do indíviduo com ou sem agregado familiar temos:

  • O bebé de
  • Os bebés de
  • As irmãs de
  • As gémeas de
  • O rapaz que seguiu o pai para
  • Cilka
  • A rapariga de
  • O rapaz de – que provavelmente era o que ia à procura do pai, mas que já chegou tarde demais

 

Há ainda a categoria, “bolas, será que é desta que os livros acabam?”

  • Última paragem
  • 72 horas, o último resgate
  • Os nazis e a solução final
  • A última testemunha de
  • A última testemunha de – em versão compacta (e eu esta não vou comentar…)

 

Que se contradiz com o livro que está já em pré-venda:

  • 999 – A História Extraordinária das Jovens do Primeiro Transporte Oficial para Auschwitz – ou seja, os transportes eram tão rudimentares que Auschwitz já fechou mas estas meninas ainda nem lá chegaram. Cheira-me que isto vai tudo começar novamente.

 

Entretanto, a escritora de “A Bailarina de Auschwitz” lançou agora o seu segundo livro sobre o tema, desta vez muito mais actual: Em Auschwitz não havia prozac….

 

…. respiremos em conjunto….

 

Com isto tudo, eu não digo que não existe boa literatura sobre Auschwitz, talvez mesmo aqui misturada nestes títulos, mas pelo menos eu já começo a sofrer de condicionamento pavovliano em relação ao tema, mas ao contrário – sinto-me como o elefante do jardim zoológico quando tocam a sineta para me entregarem uma pedra.

 

Bem meus caros, em minha casa e tal como em Auschwitz, não há Prozac com muita pena minha porque vocês nem imaginam a dor de cabeça com que fiquei só de escrever esta crónica. Julgo que seria menos doloroso ler um Guerra e Paz como os japoneses, de trás para a frente. Aliás, é mesmo isso que vou fazer só para descansar um bocadinho.

Se tiverem interessados em comprar o livro e apoiar o meu projecto, podem usar o meu link de afiliado da Wook. Quando digo livro, refiro-me ao Guerra e Paz, obviamente….

Podem consultar mais crónicas no link do projecto #agoracronicoeu

 

 

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