• Lusófonos,  Opinião

    “Flecha” de Matilde Campilho

    Em Julho li “Jóquei”, de Matilde Campilho e adorei. Influenciada pelo balanço do livro, decidi ler “Flecha”, o segundo livro da autora, lançado em Julho, também pela Tinta da China, durante a minha viagem para a Suíça. O primeiro de poesia, o segundo de prosa, estão assim categorizados, se bem que eu noto pouca diferença na estrutura dos dois – sem que isto seja um ponto negativo, muito pelo contrário, eu prefiro sempre construções abertas do que livros “engavetados”. No entanto, talvez porque a expectativa fosse alta e fui para “Flecha” à procura do ritmo da bossa-nova e da frescura da água de côco, mescladas com as raízes de alfacinhas…

  • Lusófonos,  Opinião

    “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago

      O meu primeiro contacto com José Saramago foi com O Conto da Ilha Desconhecida, que o escritor lançou pela altura da Expo 98. Há 22 anos eu tinha 15, e, na escola secundária, O Memorial do Convento não foi uma leitura obrigatória. Não consegui ler; a linguagem (e o peso que colocavam sobre ela quando ouvia falar de Saramgo) criaram uma barreira que me foi impossível de transpor aos 15 anos e que, nunca mais tornei a tentar – sinceramente, foi autor que julguei nunca ler, ou ler apenas um livro só para não deixar em branco um item de uma lista de livros obrigatórios. E quando pensava em…