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“Se há, é sempre atrás”
Atrás de uma boa amante do humor, estará sempre um humorista gigante - ou vários, isso agora depende dos gostos....
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“O Rapaz das Fotografias Eternas” de Edson Athayde
Li o livro em duas horas. Para quem está familiarizado com a escrita de Edson Athayde, a sua estrutura bidimensional, a bizarria das personagens e das situação, o sarcasmo na forma de pura poesia, não vai ficar indiferente a esta narrativa contada como que através de frames de filme, de flahsbacks e flahsforwards. Se já leram a Balada do Yuppie Louco ou O Homem que Sabia De Mais, como eu já há muitos anos, vai ser um óptimo reencontro com a sua linguagem que, afinal, não é assim tão comum na literatura portuguesa. Para quem não conhece as obras citadas do autor, pode não ser a melhor porta para…
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“SeinLanguage” de Jerry Seinfeld
Para falar de SeinLanguage, livro escrito pelo comediante icónico Jerry Seinfeld em 1993, cinco anos antes do último episódio de “Seinfeld”, preciso de contar a minha relação com a série, que chegou a Portugal no ano 2000, transmitida pela TVI às 4 da madrugada, tinha eu 17 anos. Não me lembro do primeiro episódio que vi, tendo em conta a hora tardia e o facto de ter aulas no dia seguinte, mas imagino que apenas terá sido necessário um episódio para me agarrar o suficiente ao ponto de dormir todas as noites no sofá da sala e desenvolver um género de despertador interno que me acordava alguns segundos antes do…
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“Miopia e Astigmatismo” de Nuno Markl
Nuno Markl tem uma forma muito característica de se expressar – a mim, bastar-me-iam três ou quatro frases para ter a certeza de que haviam sido escritas por ele. Há muitas palavras, há muito caídas em desuso, que ele faz questão de manter vivas, tais como: “petizada”, “comezaina”, “bandalho”, “assenti”, entre outras. Markl, é um homem com um humor extraordinário porque esse humor assenta, sobretudo, na sua própria vida (sim, como é típico na maioria dos humoristas), mas mais do que o seu entorno, nele próprio, desde a sua barriga, à sua falta de jeito e, claro está, ao seu nariz. Tudo parte dele mesmo e das situações que se…
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“Certas Coisas Que Não Sei Explicar” de João Quadros
O João Quadros não é um sociólogo, na medida em que não pretende teorizar política, económica, social nem psicologicamente sobre os problemas que apresenta. Como quem vai às compras, ou precisa de contratar um carpinteiro, Quadros, lista aquilo que, na faculdade, me ensinaram a chamar de “problemas sociais contemporâneos”, ou seja, problemas que dominam a sociedade que existe nos dias de hoje, fruto da evolução dos tempos. Sempre no backstage, João Quadros assinou os guiões de uma grande parte dos programas humorísticos do nosso país, tais como “Os Contemporâneos” “Contra-Informação”, “O Último a Sair” ou “Herman Enciclopédia”. É ainda, o autor do lendário sketch “Eu é que sou o…










